Por que o petróleo a US$ 85 ainda é um barril de pólvora

Rapidinha 04 de Março de 2026 | 10:10 BRT

O mercado em suspensão: Por que o petróleo a US$ 85 ainda é um barril de pólvora

Diferente do pânico que tomou conta das redes, o barril Brent opera no patamar dos US$ 85. Mas não se engane: o problema não é o preço de hoje, é o cálculo do risco de amanhã.

Barris de petróleo com visor digital marcando 85 dólares em cenário de conflito naval ao fundo.

Por Rico Russo | Atlas das Vozes

O ponto é o seguinte: a gente precisa separar o ruído do fato. Nas últimas horas, circulou a ideia de que o petróleo já teria rompido a barreira dos cem dólares, mas os terminais mostram outra coisa. O Brent está ali, estacionado na casa dos US$ 85. É uma alta significativa em relação ao mês passado, claro, mas longe do colapso total que o pânico digital tentou desenhar.

O mercado está em modo de espera, e isso, no bastidor de Brasília, é o que mais preocupa.

A calmaria na Avenida Chile

Me contaram que a Petrobras trabalha com um olho no preço e outro no cronômetro. Com o Estreito de Ormuz sob pressão, esse valor de 85 dólares é uma espécie de calma antes da tempestade. O governo sabe que qualquer faísca nova joga essa cotação para o cenário de crise extrema, aquele dos três dígitos que ninguém quer ver.

O risco do "quando"

O erro aqui seria subestimar a capacidade do mercado de fingir normalidade até que o primeiro navio seja oficialmente impedido de passar. O repasse não é questão de "se", mas de "quando".

Fontes consultadas:

Bloomberg Energy
Terminais Financeiros (Brent Crude)
Agência Petrobras
Bastidores do Itamaraty
Conclusão

A estabilidade atual é frágil. Manter o barril em US$ 85 exige que a diplomacia segure o rojão no Oriente Médio. Se a digital de Israel em Teerã se confirmar como o início de uma ofensiva maior, o tempo de Brasília para evitar o reajuste nas bombas terá se esgotado.

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