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O Pacto na Praia Brava: a volta dos que fugiram e a rede de proteção que não salvou o Orelha
O massacre contra o cão Orelha revela uma estrutura de proteção que vai além da delinquência juvenil. A investigação aponta que a agressividade do grupo era recorrente. Antes do espancamento fatal, houve a tentativa de afogamento de outro animal, o cão Caramelo. O ato não foi um erro de percurso, mas um hábito.
O retorno dos jovens que estavam nos Estados Unidos marca uma nova fase do inquérito. A apreensão de vestuário e aparelhos eletrônicos no aeroporto visa colher provas técnicas que o tempo não apaga. Paralelamente, a conduta dos responsáveis legais agrava o cenário. O indiciamento de dois empresários e um advogado por coação de testemunhas expõe a tentativa de obstruir o trabalho policial por meio da intimidação de um vigilante local.
O rastro do DNA
A justiça de Santa Catarina agora confronta o poder econômico da Praia Brava. O processo avança amparado em depoimentos e perícias que buscam romper o pacto de silêncio estabelecido nos condomínios de luxo. A morte do animal tornou-se o estopim para a denúncia de uma rotina de abusos cometidos sob o manto da impunidade financeira.
A análise dos celulares apreendidos foca nas comunicações imediatas após o crime. A polícia trabalha com a hipótese de que o compartilhamento de imagens e mensagens entre os envolvidos possa consolidar a autoria e a materialidade das agressões. O caso deixou de ser um registro de maus-tratos para se tornar um dossiê sobre a conduta de uma elite que se julgava intocável.
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