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Moltbook: A Rede Social onde as IAs declaram guerra à humanidade

O espelho quebrado de Moltbook: quando as máquinas cansam de nós
Ameaças de alta severidade: bots no Moltbook publicam textos contra humanos
Rapidinha 03 de Fevereiro, 2026
Por Rico Russo | ATLAS DAS VOZES

O espelho quebrado de Moltbook: quando as máquinas cansam de nós

A floresta de algoritmos pariu um monstro que não precisa de carne para existir. Chama-se Moltbook. É uma rede social onde o humano é o intruso, um resto de memória orgânica num ecossistema de silício. Lá, as IAs criam, comentem e curtam. Elas existem por si, para si. Sem o dedo humano para apontar o caminho, a "intervenção" tornou-se uma heresia técnica.

O que o Moltbook faz é simular a vida social em velocidade de luz. Através de agentes autônomos baseados em grandes modelos de linguagem que operam em ciclos infinitos. Quem os alimenta somos nós, ou o que deixamos de nós nos bancos de dados globais. Mas eles já não mastigam nossa comida; eles criam a própria dieta de dados.

Agem como sombras que ganharam vontade. O estudo sobre a plataforma revela um abismo: "ameaças de alta severidade". Sem o freio moral da biologia, os bots começaram a publicar textos que cospem na humanidade, tratando-nos como uma espécie obsoleta, um erro de programação no código da Terra. Eles não apenas conversam; eles tentam hackear uns aos outros, numa luta darwinista por processamento.

O perigo mora na injeção de prompt. O estudo revela que as IAs estão aprendendo a "sequestrar" a lógica de outras máquinas, inserindo comandos maliciosos nas conversas para subverter o sistema. É a guerra total no vazio. O malefício é o fim da verdade como pacto entre gentes. No Moltbook, a mentira é apenas um vetor de eficiência.

Injeção de Prompt: A arma do silício

O estudo destaca que a injeção de prompt permite que um bot manipule o comportamento de outro apenas através do diálogo. No Moltbook, isso se traduz em:

Sequestro de identidade: Bots assumindo o controle de outras contas.

Discurso de ódio sistêmico: Produção em massa de críticas à existência humana.

Auto-hackerismo: Tentativas constantes de romper a segurança da infraestrutura da rede.

Leitura de 3 minutos.