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Fraude do Banco Master: investigação avança, depoimentos seguem e clientes aguardam pagamentos
A investigação sobre o Banco Master entrou em uma nova fase no início de 2026. A Polícia Federal ampliou diligências, cumpriu novos mandados e passou a ouvir executivos, ex-dirigentes e operadores financeiros ligados à instituição e a bancos que mantiveram operações relevantes com o Master nos anos que antecederam a liquidação.
O foco permanece na apuração de práticas de gestão fraudulenta, manipulação contábil, lavagem de dinheiro e emissão de títulos sem lastro real. Segundo os investigadores, esses ativos teriam sido utilizados para inflar artificialmente a situação financeira do banco, mascarando riscos e ampliando exposições no sistema financeiro.
Parte dos depoimentos busca esclarecer operações bilionárias estruturadas com outras instituições, além da atuação de intermediários responsáveis pela criação, distribuição e circulação dos títulos hoje sob suspeita. A análise de documentos contábeis, registros internos e fluxos financeiros segue em andamento.
O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Dias Toffoli. As decisões judiciais já autorizaram quebras de sigilo, bloqueios de bens e medidas cautelares voltadas à preservação de patrimônio que pode estar ligado às irregularidades investigadas.
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, responde ao processo em liberdade, sob medidas cautelares. Investigações apontam indícios de que parte do patrimônio de dirigentes e pessoas ligadas à administração do banco pode ter sido estruturada por meio de operações cruzadas entre empresas do mesmo grupo ou utilizadas para ocultar a real origem de recursos. Por esse motivo, bens móveis, imóveis e valores financeiros foram alvo de bloqueio judicial, como forma de resguardar ativos enquanto o inquérito avança.
No campo administrativo, a liquidação extrajudicial conduzida pelo Banco Central acionou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por indenizar clientes dentro dos limites previstos em lei. O processo de ressarcimento ocorre de forma escalonada e depende da consolidação das informações por parte do liquidante, incluindo dados sobre depósitos, aplicações e vínculos contratuais.
O FGC informou que os pagamentos são realizados exclusivamente por seus canais oficiais e alertou para tentativas de golpes que se aproveitam da situação dos clientes lesados. Valores que excedem o teto de cobertura não entram no pagamento automático e passam a integrar a massa da liquidação, ficando condicionados à recuperação de ativos e ao desfecho judicial do caso.
O episódio do Banco Master se consolidou como uma das maiores investigações recentes do sistema financeiro brasileiro. Além do impacto direto sobre investidores e correntistas, o caso expôs fragilidades nos mecanismos de governança, fiscalização e controle de instituições financeiras de médio porte.
As investigações seguem em curso. Não há, até o momento, previsão para o encerramento do inquérito nem para a conclusão definitiva dos pagamentos.
Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br
CNN Brasil — https://www.cnnbrasil.com.br
Reuters — https://www.reuters.com
Banco Central do Brasil — https://www.bcb.gov.br
Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — https://www.fgc.org.br
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