CRÔNICAS -
Crônicas do Atlas
Os textos aqui não explicam a vida — ela raramente se deixa explicar. São crônicas nascidas do cotidiano, de cenas quase invisíveis que ganham sentido quando alguém resolve contar. Não há grandes heróis. Há gente comum, o café esfriando e o tempo que insiste em passar enquanto ninguém presta atenção.
Ponto de Vista
A gente olha o mundo e tira uma conclusão qualquer, sabendo que amanhã vai mudar de ideia. É um jeito de não deixar o silêncio vencer, mesmo que o óbvio precise de legenda.
Humor e Cinismo
O Brasil é aquele lugar onde a realidade resolveu competir com a piada pronta e ganhou de goleada. A gente escreve sobre o que deu errado, rindo de nervoso para não ter que chorar em público.
Memória e Tempo
O passado é aquele sujeito que não foi convidado, mas já está lá, sentado no sofá e comendo os salgadinhos. Olhar para trás serve para ver se a gente não esqueceu a dignidade em algum lugar.
Finitude e Vida
A gente nasce sem manual e morre sem entender a piada. A finitude é aquele prazo de validade que a gente finge que não leu na embalagem, enquanto o relógio avança sem pedir licença.
Cidade e Rua
O sujeito atravessa a rua, o sapato aperta e o mundo continua girando. Na calçada, o herói é quem consegue chegar ao fim do dia sem ter vontade de latir para o vizinho ou para o destino.
Fé e Mistério
A gente reza, faz promessa e depois reclama que o milagre não veio com nota fiscal. O mistério é o que sobra quando o raciocínio cansa e a gente admite que, no fundo, não manda em nada.
leia sem pressa. aceite ficar um pouco mais.