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Simone Tebet: do Orçamento à Urna, a rota para 2030
Simone Nassar Tebet encerrou o período de hesitações. A professora de Direito Administrativo agora escala o tabuleiro político com o pragmatismo de quem conhece as regras do jogo e a urgência dos prazos.
Nascida em Três Lagoas em 1970, filha de Ramez Tebet, ela foi talhada para o mármore do poder. Sua formação é de peso: Direito na UFRJ e Mestrado na PUC-SP. Durante 12 anos, lecionou Direito Administrativo, o que fundamenta sua autoridade técnica frente às contas públicas no Ministério do Planejamento.
A Trajetória da "Mãe da Responsabilidade"
Na política, Simone percorreu todos os degraus: deputada estadual, prefeita reeleita com aprovação recorde, vice-governadora e senadora. Foi na CPI da Pandemia que ela consolidou sua imagem nacional, enfrentando o governo de turno com a precisão de quem não aceita erros em audiência pública.
Agora, o cenário em Brasília é de desembarque. Simone confirmou que deixa o ministério em março. A saída é estratégica: ela busca um palanque próprio, livre da sombra do mestre de São Bernardo, para projetar sua liderança individual.
A questão central é a conquista do Palácio dos Bandeirantes. As informações colhidas mostram uma Simone decidida a ocupar espaço. Ela avalia o Governo de São Paulo com pragmatismo. Sabe que, embora seja "estrangeira" no maior colégio eleitoral do país, sua transferência de domicílio até maio é o movimento que redefine o tabuleiro.
A Rota Direta para 2030
O jogo é de afirmação. Se Fernando Haddad ou Geraldo Alckmin recuarem da disputa estadual — e há pressões internas para que isso ocorra — Simone surge como o nome natural da "frente ampla" contra o bolsonarismo em São Paulo. Ela não espera por convites; ela constrói a viabilidade.
Caso o Bandeirantes se torne um impasse jurídico ou político, o Senado por São Paulo é a alternativa de força. Em qualquer cenário, o objetivo é o mesmo: pavimentar o caminho para a presidência em 2030. Ela entende que um mandato majoritário por SP é o selo definitivo de que o país precisa para vê-la como sucessora natural.
Simone almeja o topo e suas movimentações recentes provam que ela não aceitará papéis secundários. A saída do Planejamento em março encerra a fase da técnica e inicia a era da candidata que pretende sacudir as estruturas tradicionais, inclusive as de seu próprio partido, o MDB.
A rota está traçada. O que Simone busca agora é converter o prestígio técnico em votos reais, convencendo o eleitor de que o futuro do país passa, inevitavelmente, pelas suas mãos. O que ela quer é a cadeira que quase tocou em 2022.
Bastidores e Fatos: O Calendário de Tebet
A saída de Simone Tebet do Ministério do Planejamento em março de 2026 não é uma possibilidade, mas uma decisão comunicada. O movimento encerra sua etapa técnica no governo Lula e abre oficialmente sua temporada eleitoral.
- Fato: A desincompatibilização ocorre em março, respeitando o prazo legal para quem pretende disputar cargos majoritários.
- Estratégia: A transferência de domicílio eleitoral para São Paulo deve ocorrer até maio, caso a opção pelo Palácio dos Bandeirantes prevaleça sobre a tentativa de reeleição ao Senado pelo Mato Grosso do Sul.
- Xadrez: A candidatura ao governo paulista depende de um recuo estratégico de Fernando Haddad, movimento que Tebet articula nos bastidores da "frente ampla".
Apuração baseada em dados do TSE, declarações oficiais do Ministério do Planejamento e bastidores colhidos em Brasília até 05/02/2026.
Fontes: Entrevistas recentes (Jan/Fev 2026), Perfil Biográfico do Senado Federal e dados do TSE.
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