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Bolsa Família 2026 — tudo que a Secretaria de Desenvolvimento Social precisa que você saiba
Resumo rápido (para quem já cansou de notícia longa):
Em 2026, o Bolsa Família segue como programa nacional de transferência de renda. Em janeiro, atendeu 18,77 milhões de famílias, com valor médio de R$ 697,77. A entrada continua condicionada ao Cadastro Único e à renda per capita. Existe também a chamada Regra de Proteção, que permite a famílias que tiveram aumento de renda permanecerem por um período recebendo 50% do benefício, dentro de limites e prazos definidos.
1 — O que é o Bolsa Família hoje
O Bolsa Família é o programa federal de transferência de renda voltado a famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. O pagamento é mensal. O acesso passa, obrigatoriamente, pelo Cadastro Único (CadÚnico), que concentra as informações socioeconômicas do domicílio. Em janeiro de 2026, o governo informou 18,77 milhões de famílias atendidas. O valor médio pago naquele mês foi de R$ 697,77 por família.
2 — Critério central de elegibilidade: renda per capita
O critério básico para entrar no programa é a renda mensal por pessoa da família. O limite de entrada adotado é de R$ 218 por pessoa. Além da renda, a família precisa estar inscrita e com cadastro atualizado no CadÚnico. Sem isso, o benefício não começa e não se mantém.
3 — A Regra de Proteção: o que mudou
Em 2025, o governo publicou a Portaria nº 1.084, que alterou a chamada Regra de Proteção. Famílias cuja renda ultrapassa o limite de entrada (R$ 218 por pessoa) podem permanecer no programa por até 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício, desde que a renda per capita não ultrapasse R$ 706 por pessoa. Essa regra vale para quem entrou a partir de junho de 2025. Se a renda familiar voltar a cair, o pagamento pode retornar a 100%.
4 — Como a SDS valida e fiscaliza os dados
A gestão envolve acompanhamento permanente. O principal instrumento é o Cadastro Único. Há também a averiguação cadastral, que valida se as informações declaradas ainda correspondem à realidade. O acompanhamento é feito por sistemas como o SIBEC e relatórios como o VIS DATA e o RIv3.
5 — Por que famílias com carteira assinada ainda recebem 50%
Ter emprego formal não encerra automaticamente o benefício. Quando a renda ultrapassa o limite de entrada, a família entra na Regra de Proteção para evitar o corte abrupto. Além disso, carteira assinada não significa renda alta. Salários baixos e a divisão da renda entre moradores podem manter a família dentro dos limites da regra.
6 — Valores e benefícios complementares
O valor médio de R$ 697,77 varia conforme a composição familiar. Existem adicionais como o Benefício Primeira Infância, além de valores vinculados a gestantes e adolescentes. A soma desses componentes explica valores acima da média.
7 — Bloqueios e cancelamentos
Bloqueio: suspensão temporária até regularização. Cancelamento: encerramento por renda acima do limite ou fim do prazo da Regra de Proteção. Reversão: possibilidade de reativar o benefício em caso de erro ou nova queda de renda.
GLOSSÁRIO TÉCNICO
VIS DATA: Painel público de dados do Ministério do Desenvolvimento Social para transparência.
RIv3: Sistema técnico para gestores com histórico profundo e mudanças de status.
SIBEC: Sistema operacional onde se registra pagamentos, bloqueios e cancelamentos.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social / Governo Federal (dados públicos)
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