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Fraude do Banco Master: esquema bilionário, investigação em curso e a ação da Polícia Federal
Operação “Compliance Zero” apura emissão de títulos falsos e possível manipulação de ativos; suspeita de fraude gira em torno de R$ 12 bilhões, com depoimentos ainda agendados e investigação sob relatoria do ministro Dias Toffoli no STF.
O que aconteceu: o esquema e a suspeita
Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após identificação de graves irregularidades na contabilidade e na emissão de títulos de crédito — ativos emitidos pela instituição que, segundo a investigação, não tinham lastro real e foram usados para inflar artificialmente a situação financeira do banco.
Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a chamada “Operação Compliance Zero”, que investiga um esquema de fraude envolvendo a emissão e venda de títulos de crédito falsos, supostamente negociados com outras instituições financeiras sem avaliação técnica adequada.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a fraude pode alcançar aproximadamente R$ 12 bilhões, com bloqueios de bens e valores relacionados ao caso.
Quem são os envolvidos e qual a participação deles
— Daniel Vacaro Vorcaro
Presidente e controlador do Banco Master, foi preso preventivamente pela Polícia Federal em novembro de 2025 no âmbito da Operação Compliance Zero.
— Augusto Lima
Sócio do Banco Master, preso na primeira fase da operação por suspeita de envolvimento direto nas práticas investigadas.
— Fabiano Zettel, Nelson Tanure e João Carlos Mansur
Alvos de mandados de busca e apreensão por suspeitas de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
— Executivos do BRB
Paulo Henrique Costa e outros dirigentes foram chamados a prestar esclarecimentos à Polícia Federal por ordem judicial autorizada pelo ministro Dias Toffoli.
— Ailton de Aquino Santos
Diretor de Fiscalização do Banco Central, ouvido após determinação do STF.
A participação da Polícia Federal
A PF conduz ações desde 2024, com prisões, buscas, apreensão de bens e oitiva de dirigentes financeiros.
O papel de Dias Toffoli e as decisões judiciais
O ministro Dias Toffoli, do STF, é o relator do inquérito e autorizou diligências, depoimentos e atos judiciais relacionados ao caso.
Valores envolvidos e impacto no sistema financeiro
A PF estima que a fraude gire em torno de R$ 12 bilhões. O FGC pode ser acionado em até R$ 41 bilhões.
Conclusão
O caso do Banco Master segue como uma das investigações de maior repercussão no sistema financeiro brasileiro.
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