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O longo crepúsculo do poder de Nicolás Maduro
Quando o poder se fecha em si e a economia implode, resta ao povo a conta amarga de um país sem horizonte de novo.
Nicolás Maduro Moros, nascido em Caracas em 23 de novembro de 1962, ascendeu ao comando da Venezuela em 2013, embalado pelo legado de Hugo Chávez, de quem foi vice-presidente e aliado fiel. Vinha de uma trajetória sindical e parlamentar, sempre orbitando o chavismo e consolidando espaço no Partido Socialista Unido da Venezuela.
A chegada ao poder, no entanto, não trouxe estabilidade: inaugurou um período de endurecimento institucional, com eleições contestadas, oposição reprimida, imprensa controlada e uma crise econômica profunda que virou marca registrada de seu governo.
A hiperinflação corroeu salários e poupanças. As prateleiras vazias tornaram-se rotina. Milhões deixaram o país numa diáspora silenciosa e dolorosa. É nesse cenário que Maduro passou a ser classificado, por diferentes organismos e governos, como um líder autoritário, responsável pelo desmonte gradual das garantias democráticas e pela perseguição sistemática a dissidentes.
As eleições de 2024, denunciadas como fraudulentas por observadores e pela oposição, ampliaram a desconfiança internacional e dividiram governos pelo mundo. A legitimidade de Maduro segue sob intenso questionamento, enquanto a sociedade venezuelana convive com a exaustão de um projeto que parece ter perdido a capacidade de oferecer futuro.
Essa é a minha visão, sou de Esquerda, mas não tolero injustiça!
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