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Algoritmo da Meta silencia Atlas das Vozes após sequência de reportagens críticas

Algoritmo da Meta silencia Atlas das Vozes após sequência de reportagens críticas
Rapidinha 13 de fevereiro de 2026
Celular exibindo um gato estilizado tocando teclado com ícones de curtidas na tela, ao lado de documento com carimbo vermelho BLOCKED, simbolizando bloqueio em redes sociais e censura algorítmica.

Algoritmo da Meta silencia Atlas das Vozes após sequência de reportagens críticas

A liberdade de alcance nas redes sociais é uma concessão frágil, revogável sem aviso prévio. Na quinta-feira, 5/2/2026, o Threads — a aposta da Meta para um ambiente "mais saudável" — silenciou a conta do Atlas das Vozes. O gatilho foi a publicação de uma análise política sobre a entrevista do presidente Lula ao UOL.

O movimento de censura algorítmica ocorreu em um momento de pico. O Atlas vinha de uma sequência de matérias com alto engajamento: a análise sobre a saída de Simone Tebet do ministério e o indiciamento de Ibaneis Rocha no caso do Banco Master acumulavam centenas de compartilhamentos e milhares de interações. Quando a voz ganha corpo, o sistema reage.

No último domingo, o cenário se repetiu no Facebook. Logo após a publicação da matéria que analisa o racismo estrutural nas falas de Donald Trump contra o casal Obama, a plataforma derrubou a conta. A justificativa? Nenhuma clara. A exigência para o retorno? O fornecimento de biometria facial, com fotos de frente e laterais do rosto.

O sistema automatizado, sob o pretexto de combater comportamentos impróprios, acaba por asfixiar o jornalismo independente. É a face do "cancelamento" institucionalizado por Mark Zuckerberg. Publicar matérias é a causa. Mostrar o facismo e o preconceito de figuras protegidas pela bolha parece ser o crime que o algoritmo não perdoa.

O Atlas das Vozes não se resume a um perfil em redes de terceiros. A voz crua, sem o polimento exigido pelos sensores de plantão, continuará aqui. No chão, onde o jornalismo deve estar, tropeçando nas dificuldades, mas sem recuar diante de uma tela bloqueada.

Fontes: JOTA, Rádio Itatiaia, Veja e Portal Migalhas.

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