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Algoritmo da Meta silencia Atlas das Vozes após sequência de reportagens críticas
Algoritmo da Meta silencia Atlas das Vozes após sequência de reportagens críticas
A liberdade de alcance nas redes sociais é uma concessão frágil, revogável sem aviso prévio. Na quinta-feira, 5/2/2026, o Threads — a aposta da Meta para um ambiente "mais saudável" — silenciou a conta do Atlas das Vozes. O gatilho foi a publicação de uma análise política sobre a entrevista do presidente Lula ao UOL.
O movimento de censura algorítmica ocorreu em um momento de pico. O Atlas vinha de uma sequência de matérias com alto engajamento: a análise sobre a saída de Simone Tebet do ministério e o indiciamento de Ibaneis Rocha no caso do Banco Master acumulavam centenas de compartilhamentos e milhares de interações. Quando a voz ganha corpo, o sistema reage.
No último domingo, o cenário se repetiu no Facebook. Logo após a publicação da matéria que analisa o racismo estrutural nas falas de Donald Trump contra o casal Obama, a plataforma derrubou a conta. A justificativa? Nenhuma clara. A exigência para o retorno? O fornecimento de biometria facial, com fotos de frente e laterais do rosto.
O sistema automatizado, sob o pretexto de combater comportamentos impróprios, acaba por asfixiar o jornalismo independente. É a face do "cancelamento" institucionalizado por Mark Zuckerberg. Publicar matérias é a causa. Mostrar o facismo e o preconceito de figuras protegidas pela bolha parece ser o crime que o algoritmo não perdoa.
O Atlas das Vozes não se resume a um perfil em redes de terceiros. A voz crua, sem o polimento exigido pelos sensores de plantão, continuará aqui. No chão, onde o jornalismo deve estar, tropeçando nas dificuldades, mas sem recuar diante de uma tela bloqueada.
Fontes: JOTA, Rádio Itatiaia, Veja e Portal Migalhas.
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