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Epstein 2026: Arquivos Consolidados Revelam Rede Global de Contatos
O silêncio que cercava as caixas de evidências da ilha de Little Saint James finalmente ruiu.
O que se vê em 18 de fevereiro de 2026 não é uma nova acusação criminal, mas a consolidação de documentos que estavam fragmentados desde 2015 que começaram a ser liberados com mais intensidade a partir de janeiro de 2024, por ordem da juíza federal Loretta Preska, da Corte do Distrito Sul de Nova York.
Os lotes incluem agendas, registros de voo, anotações de assistentes e e-mails ligados à vida social de Jeffrey Epstein. Entre os documentos históricos está o chamado “Little Black Book”, a agenda de contatos apreendida pelo FBI em 2009 e tornada pública anos depois em ações judiciais.
Donald Trump e Bill Clinton aparecem nos registros históricos de voos e contatos sociais já divulgados anteriormente. Nenhum dos dois foi formalmente acusado no caso Epstein, mas os documentos mantêm seus nomes no centro das análises políticas sempre que novos cruzamentos de dados são publicados.
Luciana Gimenez consta na agenda de contatos conhecida como “Little Black Book”. O registro indica presença no círculo social frequentado por Epstein em Nova York. Também há menções nominais em registros administrativos de organização de eventos e trocas sociais catalogadas por assistentes do financista, segundo documentos tornados públicos entre 2024 e 2026.
Não há acusação formal contra a apresentadora. A própria Luciana já declarou publicamente que a presença do nome em listas sociais não implica envolvimento em atividades ilícitas, mas reflete conexões da elite nova-iorquina do período em que mantinha circulação nos Estados Unidos.
A consolidação dos arquivos permite agora cruzamento entre agendas sociais, registros de voos privados, estruturas de empresas offshore nas Ilhas Virgens e depoimentos colhidos nos processos contra Ghislaine Maxwell.
O que muda em 2026 não é a narrativa criminal principal — Epstein morreu em 2019 sob custódia federal — mas o grau de transparência documental. O caso deixa de ser especulação e passa a ser análise de rede: quem estava na agenda, quem voou, quem financiou, quem frequentou eventos.
Presença documental não equivale a culpa criminal. Mas presença documental é fato histórico.
Não é crime estar na agenda. Mas agendas dizem muito sobre quem frequenta o topo.
Fontes: Documentos do Distrito Sul de Nova York (SDNY); ordens de desclassificação da juíza Loretta Preska; arquivos do FBI tornados públicos em ações civis relacionadas ao caso Epstein.
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